terça-feira, 18 de maio de 2021

Operação Araceli – Polícia Militar atua em conjunto com Ministério Público e Polícia Civil no cumprimento de mandados de prisão por crimes contra crianças e adolescentes




Deflagrada na manhã desta terça-feira (18.05), a Operação “Araceli”, força-tarefa que envolve a Polícia Militar, o Ministério Público e a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul.

A operação teve por objetivo o cumprimento de 27 mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Campo Grande, em desfavor de condenados por crimes praticados contra crianças e adolescentes, a maioria por abuso e exploração sexual.

A Operação “Araceli” integra as ações do “Maio Laranja”, mês de combate à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes. Nesta terça-feira, 27 equipes da Polícia Militar, do Ministério Público Estadual, das Delegacias de Polícia ligadas ao Departamento de Polícia da Capital (DPC), do Departamento de Polícia Especializada (DPE), e estiveram a campo dando cumprimento aos mandados de prisão e de busca e apreensão, em diversos bairros de Campo Grande.

Com essa força-tarefa foi possível realizar a prisão de 20 condenados, e durante a semana mais 10 pessoas também foram presas.




O Comandante-Geral da PM, Coronel PM Marcos Paulo Gimenez, informou que foram cumpridos 20 dos 27 mandados de prisão. “Nossas equipes, com mais de 80 policiais, foram às ruas há uma semana para realizar os levantamentos que resultaram nesta força-tarefa e neste período deram cumprimento a outros 10 mandados de prisão expedidos em desfavor dos sentenciados”, frisou.




O Promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, ressaltou que o foco da força-tarefa é tirar de circulação pessoas que cometem crimes contra crianças e adolescentes. Segundo ele, nos anos de 2019 e 2020, foram distribuídos 1.667 novos inquéritos policiais, dos quais 78% são voltados para a apuração de crimes contra a dignidade pessoal praticados contra crianças e adolescentes, como os crimes de estupro e importunação sexual.




Presente na coletiva, a Delegada-Geral Adjunta da Polícia Civil, Rozeman Geize Rodrigues de Paula, destacou a importância da integração entre as polícias e o MP. “Os crimes contra crianças e adolescentes tem muitas particularidades e essa integração, além de tirar os agressores de circulação, impede a prática reiterada, bem como o aumento desse tipo de crime”, pontuou.




Conforme a delegada Marília de Brito Martins, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), na ação de hoje, além dos mandados de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços de cada um dos condenados. “Os mandados de busca não foram para buscar provas, mas sim para adentrar a esses imóveis para prender os condenados”, lembrou.




A entrevista coletiva contou também com a presença do diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil, delegado Fabiano Nagata.

Batizada de Operação “Araceli”, a ação lembra o caso da menina brasileira Araceli Cabrera Sánchez Crespo, assassinada em 18 de maio de 1973, aos 8 anos de idade, na cidade de Serra, no Espírito Santo. O corpo da criança foi encontrado somente seis dias após o crime, desfigurado por ácido e com marcas de violência e abuso sexual. Os acusados pelo crime foram absolvidos e o processo arquivado pela Justiça, fato que instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por: Aline

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