quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Deputado Fábio Trad vota pela redução do fundão para metade da proposta inicial

O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (17) a proposta orçamentária para 2020, conforme o substitutivo elaborado pelo relator-geral, deputado Domingos Neto (PSD/CE). Na sessão conjunta, deputados e senadores confirmaram o valor anteriormente aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), de R$ 2,034 bilhões, como queria também o Governo Bolsonaro.

O deputado federal Fábio Trad (PSD/MS) celebrou a manutenção do valor, considerado quase metade da proposta, de R$ 3,8 bilhões, que havia causado revolta e indignação em movimentos de direita e de esquerda e na opinião pública em geral.

“O montante representa um aumento de 17% em relação ao fundo eleitoral das últimas eleições, de 2018. Alinhado com os gastos sociais para 2020, que também serão reforçados nessa média: a Saúde de R$ 26 bilhões para R$ 32 bilhões, em 20%, e a Educação, de R$ 20 bilhões para R$ 23 bilhões, aumento de 13%”, disse o parlamentar, que chamou de hipócrita o destaque apresentado pelo partido Novo, que tentou reduzir ainda mais o fundão – para R$ 1,363 bilhão.

A iniciativa recebeu apoio dos senadores da Rede, mas acabou derrotada na Câmara por 242 votos a 167 e nem sequer foi analisada no Senado.

Segundo Trad, aqueles que votaram contra a orientação do governo deveriam usar somente os 32,9% do valor aprovado para o fundão em suas campanhas eleitorais.

“Eles são contra o fundo público em si, independente do valor. E defendem o financiamento privado. Na verdade, aproveitam-se desse debate do alto valor para desmoralizar junto à opinião pública o financiamento das campanhas eleitorais com recursos públicos”, disse.
 
“No entanto, no modelo de financiamento privado não faltarão grandes empresários a bancar campanhas políticas e exigir em troca privilégios como subsídios diretos, contratos para grandes obras, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais etc”.
 
A matéria segue agora para o Palácio do Planalto, onde deve ser sancionada pelo presidente.

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