sexta-feira, 14 de abril de 2017

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO VIGIADO!

Se você passa a maior parte do dia navegando com desenvoltura sobre as água caudalosas da internet, saiba que tudo está registrado.

Todos os seus passos, escolhas, acessos, conteúdos e histórico de compras, vendas, trocas, posts enfim, tudo, absolutamente tudo está devidamente gravado na memória tecnológica.

Você é, sem querer, o protagonista das infinitas versões da onipresença do universo cibernético: basta escrever o seu nome e apertar a tecla enter.

Mas se você é exceção e não tem por hábito trafegar pelo mundo virtual, saiba que também está sendo vigiado. Suas compras no débito, no crédito, parceladas ou não, estão devida e detalhadamente contabilizadas, registradas, arroladas e cronologicamente organizadas.

Se, mesmo assim, exceção das exceções, você não acessa a internet e só usa dinheiro em espécie no dia-a-dia, não pense que está fora da estufa digital.

Câmeras nas ruas, nas avenidas, nas esquinas, nos prédios, nas lojas, nas casas, nos escritórios, nos hotéis, nos motéis, nas fábricas, nas Igrejas, nas escolas, nas praças e nos parques também acompanham seus passos nos mínimos detalhes.

Drones em cima, câmeras embaixo e você no meio!

Visibilidade máxima, vigilância extrema, exposição permanente e detecção pormenorizada de seus atos, gestos, falas, textos, fotos, imagens, sons, tudo o que diz respeito a você foi, está e será captado na rede. Não tem escolha. Você não pode se tornar invisível ao poder ocular da tecnologia.

A rede vigia o seu presente, possui o seu passado e condiciona o seu futuro. A cobertura diária em tempo real dos seus movimentos, ainda quando dorme o sono dos justos, maximiza a segurança a ponto de sufocar a liberdade.

Você não pratica crimes, mas está sendo vigiado.

Você respeita as leis, mas está sendo vigiado.

Não existe liberdade sem segurança, mas que nome se dá à segurança que não lhe dá liberdade?

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