terça-feira, 18 de abril de 2017

Em Mato Grosso do Sul, "Minha Casa Minha Vida" vira antro de corrupção

Em 14 inquéritos, MPF apura indícios de venda e aluguel ilegal de casas
Desvio de finalidade do Programa Minha Casa Minha Vida motivou abertura de pelo menos 14 investigações do Ministério Público Federal nos últimos quatro meses em Mato Grosso do Sul.

Os indícios de fraudes constatados são os mais diversos: unidades habitacionais distribuídas a amigos e familiares de políticos, venda ilegal de casas, e descumprimento das regras, como por exemplo, a destinação de residências a servidores públicos.

Levantamento do Correio do Estado indica investigações abertas, desde dezembro de 2016, nas cidades de Campo Grande, Três Lagoas, Aquidauana, Anastácio, Vicentina, Jaraguari, Japorã, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti, Bandeirantes, Nioaque, Mundo Novo e Batayporã. Há, entretanto, mais inquéritos em andamento, que tiveram início até novembro do ano passado.

Na Capital o condomínio alvo dos procuradores da República é o José Maksoud, inaugurado em novembro de 2014, no Bairro Moreninha IV.

O residencial para 482 famílias custou aos cofres públicos e ao Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), R$ 27,8 milhões.

No Residencial José Maksoud, há casas à venda, prática ilegal para esta faixa do programa
Paulo Ribas/Correio do Estado

Nenhum comentário: