quarta-feira, 15 de março de 2017

Preso em Assunção no Paraguai, Jarvis Pavão quer ir ao velório do irmão em Ponta Porã

Advogada do narcotraficante pediu para Justiça autorizar deslocamento de Pavão de Assunção até Ponta Porã
O narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenez Pavão, que está preso em Assunção, capital do Paraguai, quer ir ao velório do irmão, Ronny Gimenez Pavão, 38, executado por pistoleiros na noite de ontem (14) em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande.

Laura Casuso, advogada do homem considerado um dos maiores traficantes da fronteira Brasil-Paraguai, disse hoje (15) à rádio ABC Cardinal que vai fazer o pedido oficial ao Juizado de Execuções do Paraguai. Segundo ela, é um direito de seu cliente acompanhar o velório do irmão, que ocorre em Pedro Juan Caballero, onde Ronny vai ser enterrado.

Desde julho do ano passado, quando o governo paraguaio descobriu as salas luxuosas onde Pavão estava “hospedado” no presídio de Tacumbú, o brasileiro foi transferido para a sede de um grupo especial da Polícia Nacional do Paraguai.

“Que venha a embaixada dos Estados Unidos, que venham os russos. Ele [Pavão] não tem intenção de fugir”, afirmou a advogada. Atualmente, a Suprema Corte do Paraguai analisa um pedido de extradição de Pavão para o Brasil, onde está condenado a 17 anos por tráfico de drogas. No Paraguai, ele cumpre oito anos por lavagem de dinheiro. A pena acaba em dezembro de 2018.

Aos prantos durante a entrevista à rádio paraguaia, Laura Casuso disse que Ronny deixa uma filha e dois filhos e que as famílias são sagradas na fronteira.

“Quem poderia ter matado o irmão de Jarvis? As informações não oficiais que chegam a mim são incontáveis. Algumas são absurdas”, afirmou ela. Perguntada sobre um bandido chamado Altair Jorge Velo, que tinha sido sócio de Jorge Rafaat Toumani assassinado em junho do ano passado a advogada disse que a identidade dele é falsa, mas confirmou ter recebido informações que Altair pode estar por trás da morte de Ronny.

O crime – Ronny Gimenez Pavão foi morto ontem à noite em frente à academia K3, localizada na esquina das ruas Joaquim Pereira Teixeira e General Osório, no Centro de Ponta Porã. Ele foi atingido por pelo menos oito tiros de pistola calibre 9mm, disparados por dois pistoleiros que estavam em uma moto.

Diariamente, o empresário fazia caminhadas noturnas pelas ruas das duas cidades. Quando foi alvejado, subia em uma rampa na entrada da academia. Policiais da fronteira informaram que Ronny não tinha ligações com o crime organizado.

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