sábado, 25 de março de 2017

Por que insisto no Aquário do Pantanal?

Nem 15, tampouco 45 razões me levam a continuar determinado na tarefa de denunciar o ato de irresponsabilidade em deixar abandonado e não concluir o Aquário do Pantanal.
Só uma razão: amor ao meu estado. Pode parecer piegas, mas é isso mesmo: amor ao Mato Grosso do Sul.
Quero ver a capital do meu estado se transformar em ponto turístico para que seja anfitriã de grandes eventos nacionais e internacionais na área ambiental. O Aquário seria este chamariz.

Quero ver Campo Grande visitada por milhares de turistas do mundo inteiro, todos os dias, meses e anos ansiosos por conhecerem a inigualável beleza da ictiofauna da maior planície alagada do mundo.

Quero ver a nossa cidade morena receber cientistas, profissionais, acadêmicos, pesquisadores, e estudantes sedentos de conhecimento e curiosidade sobre as maravilhas míticas do Mar de Xaraés.

Quero ver a cidade de José Antônio Pereira dar um salto de desenvolvimento ao agregar a sua tradicional matriz econômica de serviços a indústria pujante do turismo ambiental, forte em produzir empregos qualificados e potente na transformação de consciência cultural.

Quero ver a cidade que inspirou Manoel de Barros se preparar para receber os turistas estrangeiros: taxistas, uberistas, mototaxistas aprendendo inglês; garçons, recepcionistas, comerciários intercambiando cultura no contato epidérmico com gente da Europa, dos EUA, da Austrália, da Índia, da China e do Japão e de todas as pessoas do mundo que vão conhecer o Pantanal aquático.

Quero ver a capital do tereré vender espetinho e sobá para embevecidos gringos na feira central todas as noites da semana após terem ficado assombrados com a exuberância do nosso Aquário.

Quero ver a cidade do sol poente alaranjado com suas boates, restaurantes, shoppings e lojas frequentadas por consumidores estrangeiros e brasileiros conversando nos mais diferentes idiomas para expressar a admiração por nossos encantos concentrados no Aquário.

Será que é muito querer e lutar por ver concluído um empreendimento que vai gerar renda, emprego e, indiretamente, melhorar a saúde, a educação e a segurança do nosso estado?

Será que exagero em desejar que Campo Grande seja mundialmente conhecida pelo Aquário do Pantanal?

Será que incorro em algum erro em apenas reivindicar como advogado e cidadão que o governo estadual não permita que sejam desperdiçados milhões de reais investidos e termine logo essa obra?

Não, não é. Bastaria que o governador se conscientizasse de que o Aquário do Pantanal é investimento do povo de Mato Grosso do Sul que dele – o Aquário - não pode abrir mão, sobretudo porque as mesquinharias político-partidárias (ciúmes, inveja, vaidade, etc) não devem prevalecer sobre a força do futuro de toda uma gente.

Dinheiro há. Dinheiro há. As agências de comunicação sabem disso. E nós, também!

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