sábado, 25 de fevereiro de 2017

Delegado da polícia federal é preso por receber propina de R$ 35 mil em Londrina

Delegado federal é suspeito de pedir dinheiro para não indiciar empresário, ele e o intermediador da extorsão foram presos em Londrina neste sábado (25/02)
A Polícia Federal afirmou neste sábado (25) que o delegado federal Sandro Viana foi preso no momento em que dividia uma propina de R$ 35 mil com um intermediador que o auxiliou a extorquir o dinheiro de um empresário de Londrina, no norte do Paraná. Ambos foram alvos da Operação Corrumpere, deflagrada nesta manhã.

Antônio do Espírito Santo, advogado de Clodoaldo Pereira dos Santos, que foi preso suspeito de ser o intermediador da extorsão, disse que não vai se manifestar sobre o caso porque ainda não teve acesso ao inquérito.

De acordo com a Polícia Federal, com a ajuda do intermediador, o delegado solicitou vantagem indevida a um empresário para não indiciá-lo. A Polícia Federal informou que o inquérito, aberto em 2015, foi concluído em janeiro de 2017 sem nenhum indiciado, em virtude deste pedido de propina. O motivo pelo qual o empresário, vítima da extorsão, foi investigado é mantido em sigilo.

"O delegado Sandro Viana era responsável pela investigação contra esse empresário. Por meio do intermediário, que é dono de uma empresa de vigilância, eles solicitaram o dinheiro. Neste sábado, ocorreu o pagamento", explicou o delegado Felipe Barros Leal, que é responsável pela operação.

Delegado foi preso em um bar que fica no mercado
municipal de Londrina (Foto: Luciane Cordeiro/G1)
O delegado ficaria com R$ 20 mil, e o intermediador com R$ 15 mil, segundo a Polícia Federal.

A prisão decretada contra o delegado federal e contra o intermediador é preventiva, ou seja, não tem prazo para terminar.

Os dois devem responder pelos crimes de corrupção passiva e concussão quando o funcionário público exige para si ou para terceiros vantagem indevida em função do cargo que ocupa. A Polícia Federal informou ainda que será aberto um processo administrativo contra o delegado preso. Se ao longo do processo o crime for comprovado, o delegado pode ser expulso da corporação.

A investigação
A Polícia federal investigava o caso havia 40 dias. Foi a própria vítima que denunciou o delegado. A investigação foi conduzida pelo Departamento de Polícia Federal, em Brasília, com o apoio da Polícia Federal de Londrina e Maringá.

Os R$ 35 mil foram apreendidos juntamente com pendrives, celulares e documentos.
G1

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