quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Policia Militar seguiu protocolo e não privilegiou PRF que matou no trânsito, explica oficial

Comandante da 5ª CIPM, Tenente-Coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Oéliton Figueiredo, explicou como ocorreu a ação na manhã deste sábado (31) quando o policial rodoviário federal, Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, solicitou reforço apresentando a versão de que três pessoas estariam tentando atropelá-lo. Ele refuta que tenha havido corporativismo e diz que a abordagem seguiu protocolo usado em todas as ações.

O PRF, que matou o empresário Adriano Correa e baleou um adolescente, acionou reforço por meio do 190, avisou que estava armado e havia atirado algumas vezes e contou sua versão dos fatos. Ao chegar no local a Polícia Militar tomou pé da situação e ao constatar que o que foi contado por Ricardo parecia não proceder, recolheram a arma e o encaminharam à Depac (Departamento de Pronto Atendimento Comunitário) da região central.

“Quando chegamos lá só sabíamos que havia um PRF envolvido e que tinha pedido reforço. Ele disse que estava sendo perseguido por três pessoas após uma discussão de trânsito. Então chegamos lá só com essas informações, mas apesar da versão dele de legítima defesa, com o cenário que ali se apresentava, vimos que essa história não estava muito clara”, disse o tenente coronel.

“Vimos que haviam duas pessoas feridas, uma pessoa morta e várias capsulas (de bala) espalhadas pelo chão. Então ele foi detido, recolhemos a arma e o encaminhamos. Não foi algemado, nem no camburão porque não ofereceu resistência e é assim que ocorre com todos, isso é garantido por lei”, completou.

Ressalta que, além de o PRF não ter resistido, o caso não estava esclarecido, as testemunhas não tinham sido ouvidas, então os fatos ainda não estava esclarecido. “Isso só ocorreu no começa da tarde. Sem ouvir todos, sem os elementos que a perícia colhe não tem como fazer juízo de valor”. Primeira a chegar ao local, a PM ainda acionou a perícia e o corpo de bombeiros para socorrer as vítimas.

Caso - Segundo populares que testemunharam a briga, o motorista da Hilux, que acabou assassinado, teria ‘fechado’ a Pajero, irritando o policial. “Vamos chamar a Polícia de Trânsito para resolver isso”, teria dito o empresário, segundo uma testemunha.

Adriano tentou ir embora e o policial teria atirado várias vezes, ainda de dentro do carro, atingindo o motorista no pescoço e o adolescente nas pernas. Após ser atingido pelos tiros, a vítima perdeu o controle da camionete, que atingiu um poste. Com o impacto, o poste chegou a cair em cima do veículo.

Nenhum comentário: