sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Coronel David defende atuação efetiva das Forças Armadas nas regiões de fronteira

MS, MT e PR saem na frente do Plano Nacional de Segurança Pública
O deputado estadual Coronel David (PSC) participou, na manhã desta quinta-feira, da abertura da reunião entre os secretários de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa; do Mato Grosso, Rogers Jarbas; e do Paraná, Wagner Mesquita, no auditório da Academia da Polícia Civil (Acadepol), em Campo Grande, onde foram discutidas ações para o enfrentamento de crimes nas regiões de fronteira e parcerias para combate ao chamado novo cangaço (roubos a bancos em cidades do interior) e crise no sistema penitenciário. O deputado, que é ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, elogiou a iniciativa de integração e defendeu a necessidade de atuação mais efetiva por parte do governo federal nas faixas fronteiriças, especialmente com a Bolívia e Paraguai, portas de entrada do tráfico de drogas e armas para o Brasil.

De acordo com o deputado, não basta apenas propor um Plano Nacional de Segurança Pública, prevendo troca de informações e compartilhamentos operacionais, como o Ministério da Justiça vem anunciando, sendo necessária uma atuação federal efetiva e integrada com os estados. “É nesse contexto que vemos a necessidade das Forças Armadas”, frisou.

Coronel David avalia que, para que a atuação de facções criminosas, principalmente aquelas que agem dentro dos presídios, seja estancada, é preciso que a fonte que alimenta financeiramente esses grupos também seja cortada. “Se barrarmos o tráfico de drogas e armas lá na fronteira, reduzimos em muito o poderio dessas facções, que são alimentadas pelo dinheiro gerado pelo tráfico”, ressaltou, lembrando que para esse trabalho a ação das Forças Armadas é essencial.

Ainda conforme o parlamentar, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, por exemplo, são estados que têm experiência na repressão aos chamados crimes transfronteiriços, com os seus grupos especiais de operações, mas falta a eles recursos humanos, armamentos e logística, itens que o Governo Federal pode oferecer por meio das Forças Armadas, particularmente do Exército.

O deputado destacou a determinação dos secretários estaduais de Segurança Pública participantes do encontro, que estão dando início a um trabalho conjunto de enfrentamento aos crimes. “Esses estados saem na frente do Plano Nacional de Segurança Pública, promovendo ações conjuntas e compartilhamento entre os seus serviços de inteligência, e com isso podem fazer escola para outros estados”, concluiu.

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