terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Treinador de homens-bomba explode turma por engano ao norte de Bagdá

Um grupo de extremistas sunitas que assistiam a uma aula de treinamento para atentados suicidas em um acampamento ao norte de Bagdá foi morto na segunda-feira quando seu comandante involuntariamente realizou uma demonstração com um cinto que estava cheio de explosivos, contaram funcionários do Exército e da polícia iraquiana.

Vinte e dois membros do Isis foram mortos e 15 ficaram feridos na explosão no acampamento, que está em uma área de plantações no nordeste da cidade de Samarra, afirmaram as autoridades policiais e do Exército. Armazéns de explosivos e armas pesadas também ficavam nesse acampamento, segundo os funcionários. Oito militantes foram presos quando tentavam fugir.

O homem que estava conduzindo o treinamento não foi identificado pelo nome, mas foi descrito por um oficial do Exército iraquiano como um recrutador prolífico, que foi “capaz de matar os bandidos de uma vez”.

No início deste mês, militantes do Isis invadiram a cidade de Fallujah e a vizinha Ramadi, ambas na província de Anbar, com armamento pesado, assumindo o controle de vias de acesso e escritórios de autoridades locais.

Desde então, forças de segurança locais e tribais reestabeleceram o controle em Ramadi.
Mas o Iraque está desenvolvendo um plano, com a ajuda dos Estados Unidos, que faria tribos sunitas assumirem a liderança na luta contra o Isis em Fallujah com apoio do Exército iraquiano, um alto funcionário do Departamento de Estado disse ao Congresso na semana passada.

A fonte, o funcionário Brett McGurk, afirmou que o Isis tinha cerca de dois mil combatentes no Iraque, e que seu objetivo a longo prazo era estabelecer uma base de operações em Bagdá, liderada por Abu Bakr al-Baghdadi, que foi classificado como terrorista global pelo Departamento de Estado.

Carga de refrigerantes é saqueada na avenida Gury Marques em Campo Grande MS

Uma carga de refrigerantes foi saqueada na manhã desta terça-feira (31), depois de um acidente na avenida Gury Marques – região sul de Campo Grande. Em menos de 30 minutos, metade do carregando foi roubado por pessoas que transitavam pelo local.

Segundo o condutor do caminhão, que não quis se identificar, durante o trajeto a carga acabou virando para a lateral do veículo, caiu e acabou se espalhando pela via, mas, em virtude da quantidade de pessoas, ele não conseguiu evitar os saqueadores.

Uma equipe da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) esteve no local para auxiliar no fluxo do trânsito, que devido o acidente, causou congestionamento na avenida.

Advogado Ricardo Trad morre aos 74 anos, após oito dias internado no Proncor

Motivo foi aneurisma na aorta abdominal
O advogado Ricardo Trad morreu na tarde desta terça-feira (31) no Proncor, em Campo Grande. Ele estava internado desde o último dia 24 devido a aneurisma na aorta abdominal, chegou a passar por cirurgia, mas seu estado de saúde não apresentou melhora.

Ainda nesta tarde, o filho do advogado, José Belga Trad, havia dito que a família e amigos acompanhavam o quadro clínico com “fé e esperança”. Campanha na internet foi feita para que doadores fossem ao Hemosul (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul) doar sangue para ele.

A família confirmou o velório do Dr Ricardo Trad que será no Tribunal do Júri no Fórum de Campo Grande (rua da Paz) a partir das 22 horas. Ricardo, que tinha 74 anos, era criminalista renomado em Mato Grosso do Sul. 

Formado em Direito no Rio de Janeiro em 1968, Ricardo Trad iniciou carreira na capital fluminense. Fez estágio no Segundo Tribunal do Juri, onde deu seus primeiros passos na área criminal. Era irmão do falecido deputado federal Nelson Trad, tio do atual prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD), do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) e do ex-deputado federal Fábio Trad.

Nota do Dr Nelson Trad Filho no grupo "Plantão MS" do WhatsApp:

Cliente que comprou biscoito e foi agredido por seguranças será indenizado pelo EXTRA

Homem foi agredido verbal e fisicamente mesmo tendo cupom fiscal
Hipermercado Extra foi condenado a pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais a um cliente agredido por seguranças da loja. Decisão é do juiz da 8ª Vara Cível de Campo Grande, Ariovaldo Nates Corrêa.

Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, no dia 16 de agosto de 2013, cliente saiu do trabalho de vigia e foi até o hipermercado, onde comprou um pacote de biscoito recheado.

No entanto, ao sair do estabelecimento ele foi abordado por dois seguranças, que o acusaram de ter furtado o produto e o agrediram verbal e fisicamente.

Segundo versão da vítima, seguranças não deram chance para que ele apresentasse o cupom fiscal que comprovava a compra, tendo os vigilantes tomado o pacote de biscoito da mão do rapaz e pisoteado.

Conforme narrou o cliente, ele foi vítima de preconceito racial, por ser negro e estar com a roupa suja.

Depois do caso, vítima procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e registrou boletim de ocorrência. Além disso, ingressou com ação na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais.

Em sua defesa, Extra contestou o caso sustentando que não há provas dos danos, pois, segundo o hipermercado, seguranças acompanharam o cliente na loja e afirmaram que ele estava agindo de forma suspeita e tentou furtar produtos, mas desistiu depois de perceber que estava sendo vigiado, pegando o pacote de biscoito e passado no caixa.

No julgamento, juiz observou que a empresa não comprovou ato ilícito da vítima, pois quando foi abordado, não foram encontrados produtos furtados, o que caberia aos funcionários tomar outras providências, o que não ocorreu.

Desta forma, pedido de indenização por danos morais foi julgado procedente, uma vez que a vítima apresentou em juízo o cupom fiscal da compra do produto.

Além disso, magistrado considerou que o Extra não comprovou suspeita de furto razoável nem encontrou produtos furtados com o cliente, constatando-se que os seguranças da loja agiram de forma excessiva na abordagem, configurando o dano moral.

Pedido de danos materiais foi negado pois não houve comprovação do referido dano.

ATENÇÃO - nova atualização do WhatsApp vai permitir rastreamento de localização

Recurso está em versão de testes e caberá ao usuário decidir quando ligá-lo, segundo site que testa versões do app que ainda não foram lançadas.
A nova ferramenta é chamada de Rastreamento de Localização Ao Vivo
(Thomas Trutschel/Photothek/Getty Images)
A atualização mais recente do WhatsApp deve permitir que os usuários tornem sua localização atual visível para os integrantes de um bate-papo em grupo, permitindo que eles se encontrem mais facilmente. As informações foram publicadas pelo site WABetaInfo, que faz testes com versões de aplicativos que ainda não foram lançados oficialmente. Segundo o site, a nova ferramenta será chamada de Live Location Tracking (Rastreamento de Localização Ao Vivo, na sigla em inglês).

Dentre as opções disponíveis de rastreamento de local em tempo real, haverá opções de deixar o serviço ligado por um minuto, dois minutos, cinco minutos ou por tempo ilimitado.

Hoje, já é possível compartilhar um local específico com seus contatos pelo aplicativo, mas o acompanhamento em tempo real representaria um grande passo em se tratando de recursos de redes sociais, de acordo com reportagem do portal britânico The Independent. Com o novo recurso o usuário poderá mostrar um percurso a ser traçado a um amigo, por exemplo.

Segundo o WABetaInfo, o novo recurso chegará aos aparelhos desabilitado, cabendo ao usuário ativá-lo ou não.

A atualização fará parte da versão 2.17.3.28 para usuários do sistema iOS – aquele usado no iPhone – enquanto a versão mais recente disponível é a 2.17.2. Já para usuários Android, a nova versão é a 2.16.399 – o aplicativo está na 2.16.396.

Dois assaltantes que estavam com refém entraram em confronto com o CHOQUE e foram mortos na Capital

Com esse caso, são seis bandidos mortos em confrontos com a POLICIA MILITAR, em 24h.

Dois assaltantes morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de CHOQUE, no começo da madrugada de hoje. A intervenção em que houve troca de tiros aconteceu quando homem, de 52 anos, era mantido refém na casa onde mora, na Rua Anhumas, no Bairro Piratininga, em Campo Grande.

Este foi o segundo episódio de enfrentamento que acabou na morte de criminosos. Na madrugada de ontem (30), quatro ladrões morreram quando tentavam furtar agência dos Correios, na Rua Arthur Jorge, no Centro da cidade. A ocorrência envolveu equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Sobre o último caso, segundo a polícia, homem sairia da casa, mas ao ver a viatura do Batalhão de Choque, retornou correndo e bateu forte o portão. A atitude chamou atenção dos militares que entraram na casa e ouviram: “a polícia está aí”.

Em seguida, um dos criminosos pulou muro para o lado de casa vizinha e logo surgiram disparos. Segundo policiais, o local estava escuro, os tiros foram revidados e acertaram dois ladrões. Ambos chegaram a ser levados à Santa Casa, contudo não resistiram aos ferimentos.

O morador do imóvel, de 52 anos, foi encontrado com as mãos amarradas para trás, por fio de ferro de passar roupas, em um dos quartos. Suspeita-se que dois caminhões e um carro fossem os alvos dos assaltantes. Até o registro da ocorrência, nenhum dos criminosos havia sido identificado. Com eles, havia revólveres de calibre 32 e 38.

EVOLUÇÃO CONSTANTE

Ser simples é uma maneira de transmitir que podemos viver a vida fazendo aquilo que amamos, com as pessoas que gostamos e praticando a arte de conviver harmoniosamente como uma forma constante de evolução do nosso ser.Que a cada novo dia possamos desvendar os mistérios da vida para continuarmos a aprender a conhecer sua magnitude, força, exuberância e beleza para vivermos intensamente.

Que Deus ilumine esta jornada que ora iniciamos renovando nossa fé e o amor.

Um ótimo dia!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Sul-mato-grossense foi preso com 3.400 munições de fuzil em São Paulo

Armas, munições e carregadores foram apreendidos
Bruna Bachega/TV Fronteira
Morador de Itaquiraí, interior de Mato Grosso do Sul, Elias Pereira da Luz, de 35 anos, foi preso em flagrante transportando quatro pistolas 9mm, carregadores e 3,4 mil munições de fuzil calibre 7.62, colocados em baixo da lataria de um Fiat Uno, ontem (29), em Anhumas (São Paulo).

Equipe da Polícia Militar Rodoviária realizava fiscalização na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), quando visualizaram o Uno, com placas de SP, andando em sentido contrário. Os agentes desconfiaram do veículo, fizeram retorno e começaram a fazer o acompanhamento.

Já na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), os militares o abordaram. Durante a vistoria, nada ilícito havia sido encontrado, mas ao olharem para o assoalho, os policiais perceberam que algum reparo havia sido feito recentemente e detectaram que havia três presilhas de cada lado fixadas junto a caixa de ar, o que levantou suspeitas.

Carregamento estava escondido em fundo falso do carro
Foto: Bruna Bachega
O veículo começou a ser revistado e foi descoberto um fundo falso nas laterais, onde foram encontradas as munições, as pistolas modelo Glock 9mm, com carregadores e mais três carregadores de fuzil.

Aos policiais, Elias disse que havia pego o carregamento em Naviraí, onde recebeu o serviço de levá-lo até a grande São Paulo. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Regente Feijó, sendo preso por tráfico internacional de armas. O caso será investigado pela Polícia Federal de Presidente Prudente.

Elias foi levado à Cadeia de Presidente Venceslau para posterior remoção ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (SP).

APERFEIÇOAMENTO PESSOAL CONSTANTE

Teremos grandes desafios pelo caminho e como é bom poder ter a possibilidade de lutar para vencê-los ou aprender com nossos próprios erros para aprimorar nosso ser.

Nossa vida é repleta de desafios diários de todas as formas e precisamos desenvolver a capacidade de compreender que as experiências vividas e vivenciadas nos ajudam a viver a vida na sua mais intensa plenitude.

Não podemos sempre escolher quais serão os desafios, mas podemos decidir a maneira como serão enfrentados.

Acredito que se atuarmos com tolerância, justiça, sensibilidade e simplicidade, conseguiremos alcançar nossos objetivos e ideais nos tornando pessoas melhores e contribuindo para a construção de um mundo calcado na liberdade, igualdade, fraternidade e solidariedade.

Que o sentimento mais nobre que vem da alma nos ilumine para continuarmos a fazer o bem a cada novo dia para o nosso constante aperfeiçoamento pessoal com dedicação, equilíbrio, estudo e disciplina.

Que Deus nos guie e abençoe nesta caminhada.

Um ótimo dia e uma excelente semana para realizarmos boas obras.

sábado, 28 de janeiro de 2017

"Meu pai se suicidou para nos libertar do Estado colombiano", diz filho de Pablo Escobar

Sebastian Marroquin (Juan Pablo Escobar Henao) fala sobre erros do pai, de 'Narcos', sobre seu livro e documentário e adianta próximo lançamento

Há 13 anos, o arquiteto colombiano Juan Sebastian Marroquin Santos, então com 26 anos, se casou com a mexicana María Ángeles Sarmiento, 30 anos, em um hotel de Buenos Aires, capital argentina. Por ser um casamento a céu aberto, a cerimônia teve que ser autorizada pelo bispo local, Jorge Mario Bergoglio. Um momento singelo na bela capital portenha, não fosse o nome de nascimento do noivo, Juan Pablo Escobar, e o bispo viesse a ser conhecido dez anos depois como papa Francisco.

A vida de Sebastian Marroquin (nome que ele adotou legalmente após a morte de seu pai, o famoso narcotraficante Pablo Escobar, em 1993) é desde sempre semelhante a um roteiro escrito por Quentin Tarantino sob inspiração criativa de Julio Verne.

Ele conta, sem exagero, que aos sete anos teve noção de viver como criminoso, por conta da trajetória do pai, Juan Pablo Escobar Henao, o criminoso que mais dinheiro ganhou na história. Por outro lado, deixar uma mancha na bandeira colombiana difícil de ser retirada, da conexão do país com o comércio de drogas.

Há dois anos, Sebastian Marroquin lançou Pablo Escobar: Meu Pai (editora Planeta), um relato cru e sem panos quentes sobre principalmente os bastidores dos crimes cometidos pelo pai e as histórias posteriores que pouca atenção midiática despertam.

Não foi o primeiro pedido de desculpas público do hoje arquiteto, residente de Buenos Aires e que aos 39 anos continua com a garota que conheceu aos 13, e ela com 17 – que igualmente mudou o nome de batismo, Andrea Ochoa.

Em 2009, soltou o documentário Pecados do Meu Pai, onde pedia desculpas às famílias de vítimas de Pablo Escobar.

A família, formada ainda pela mãe e irmã, passaram perrengue após a morte do chefão do Cartel de Medellin. Pingaram pela África, algumas horas no Rio de Janeiro, até serem finalmente aceitos na Argentina. A mãe dele mudou o nome de Maria Victoria Henao Vellejo para Maria Isabel Santos Caballero e a irmã, Manuela Escobar para Juana Manuela Marroquin Santos.

Em 2000, mãe e filho passaram 15 meses na cadeia acusados de lavagem de dinheiro, até serem libertados por insuficiência de evidências. Marroquin jura que da grana do pai não restou nada. Algo quase impensável, dado que no auge do comércio de cocaína Pablo Escobar fornecia 80% de toda droga consumida nos Estados Unidos, com faturamento estimado em R$ 71 bilhões (US$ 22 bilhões) por ano. Sua fortuna chegou a equivalentes R$ 174 bilhões (US$ 54 bilhões), o que o tornou um dos homens mais ricos do mundo.

Parte da história está documentada no bem sucedido seriado Narcos, lançado em 2015 e que teve segunda temporada em 2016. Produzida pelo diretor de Tropa de Elite, José Padilha, e protagonizada por Wagner Moura (como Pablo, claro), colocou novo holofote sobre o traficante morto em 1993. Só que, segundo Marroquin, mostrou um retrato distorcido do que realmente aconteceu. “Se nem o time de futebol dele acertaram, imagine o quanto de erros tem ali”, diz.

Sobre Narcos, seus livros, sua história com e sem o pai e sobre seus planos de um novo livro ele falou na entrevista a seguir:

R7: O que seu pai diria sobre a história dele contada por você no livro?

Sebastian Marroquin: Diria que honrei a verdade como ela aconteceu. Ele estaria me aplaudindo na primeira fila.

R7: Você escreve com muito amor, obviamente, sobre seu pai. Ao mesmo tempo reconhece o tempo todo os crimes terríveis que ele cometeu, sem nem sequer tentar minimizá-los, o que é admirável. Aparentemente, o livro funciona como uma terapia até para você. Na sua vida íntima e diária como lida com essa dicotomia? Chega a alternar amor e ódio?

S. M.: Cresci em uma cultura que existe até hoje: honrar a seu pai e sua mãe. É muito difícil separar o limite entre o amor de seu pai e o insultos e ofensas de suas vítimas. Dele, só recebi amor, nada mais. Devo aprender a conviver com a dualidade absoluta sobre quem foi meu pai, um homem muito mau e muito bom. As duas afirmações estão corretas. Não posso odiar um homem que me criou com amor genuíno, eu seria uma pessoa muito má se eu odiasse meu pai.

R7: Uma vez que você, sua mãe e irmã saíram da Colômbia, o que permaneceu para vocês do tempo em que moravam lá? Amigos, relações familiares?

S. M.: Poucos amigos e só a familia da minha mãe que nos dá amor. A de meu pai não conta, porque trairam ele em vida e lhe venderam aos seus inimigos. É algo que não nos afeta.

R7: Seu pai chegou a ser um dos homens mais ricos do mundo. No livro você não chega de fato a explicar se houve desaparecimento completo do patrimônio da época. Possivelmente até por segurança. Mas hoje, em 2016, o que restou efetivamente do patrimônio original?

S. M.: Leu o capítulo que se chama “Onde está o dinheiro”? Ali está a resposta. O Estado colombiano, aliado à máfia, nos tirou tudo, com juízes ou com armas. Nenhuma vítima foi reparada. Eles roubaram tudo, como uma presa.

R7: Você cita brevemente a relação de Frank Sinatra com tráfico de drogas e máfia. Poderia estender um pouco o assunto? E também dizer se seu pai teve alguma relação com ele, mesmo que indireta?

S. M.: O que sei é o que está escrito no livro. De Frank [Sinatra] diziam que ele distribuía melhor [a droga] do que cantava.

R7: Você passou por muitas situações de risco e/ou ameaças de morte. Até narra uma em que estava próximo da convicção de que morreria. Isso terminou completamente? Ao menos do que você sabe.

S. M.: Nunca saberemos. Espero que a sociedade enxergue melhor quem sou: um indivíduo, um homem de paz. Não sou ameaça para ninguém. Estou fazendo o melhor que posso com os escombros que herdei de meu pai.

R7: Obviamente gostaria de saber o que achou de “Narcos” efetivamente. Pode citar também os que considera os principais erros e acertos do seriado?

S. M.: No meu próximo livro, a ser publicado ainda neste ano, dediquei um capítulo aos mais de 28 erros [de Narcos]. Parte dele está em meu post do Facebook chamado Narcos 2 e suas 28 Quimeras, que foi lido por mais de 1,36 milhão de pessoas. Se os escritores não sabem nem o time de futebol favorito de meu pai, não conhecem nada sobre ele. É uma visão muito norte-americana que nada reflete o que vivemos, sofremos e aprendemos. Com essa série estão fazendo a juventude acreditar que ser narcotraficante é “cool”.

R7: Você chegou a ser consultado?

S. M.: A Netflix preferiu comprar a versão da DEA [Drug Enforcement Administration, agência de combate às drogas norte-americana]. Não a verdade. Ofereci colaboração irrestrita antes de eles gravarem a primeira temporada, mas não se interessaram. Juravam que sabiam tudo. E agora se mostra que não sabem nada praticamente. Em meu livro se percebe que a história contada ali e a verdade foram muito diferentes.

R7: Do que você mais sente falta de seu pai?

S. M.: De seu amor e sua amizade.

R7: Qual é, de todas, sua história favorita dele?

S. M.: As que virão no meu novo livro são incríveis!

R7: Se seu pai tivesse permanecido vivo, o que acha que teria acontecido? Ou acredita que foi um caminho completamente sem volta o que ele entrou e que não existia a chance de ele permanecer vivo muito mais tempo?
S. M.: Sua familia inteira estaria morta. Ele se suicidou para nos libertar da condição de reféns do Estado colombiano. Todos nós temos data de vencimento. Meu pai só escolheu partir primeiro.
R7: Você aponta sua convicção do suicídio na morte de seu pai. Pela maneira como ele morreu e como dizia que se mataria se o tentassem captura-lo com vida, com um tiro no ouvido direito. Chegou perto de provar isso cientificamente, tem vontade disso ou não faz diferença para você?

S. M.: Meu pai está morto. Que diferença isso pode ter? Os médicos forenses disseram que fizeram um informe original da autópsia e, logo depois, precisaram modificar diante das ameaças da polícia, que não gostaram desse final que teve a história de Pablo Escobar.
R7: Existe algo que não pôde contar no livro e que pode contar agora, em outra circunstância? Ou ao menos dar uma pista.

S. M.: Meu novo livro revelará mais intrínsecas conexões de meu pai com a corrupção internacional do mais alto nível. Deixa em evidência a dupla moral em um negócio que tira vidas latino americanas na luta diária para levar droga para grandes festas nos países ricos. Não tenho dúvidas de que esse livro dará muito o que falar, quem sabe até mais que o primeiro.

Em Maceió cavalos são substituídos por bicicletas de carga para evitar crueldade e maus tratos

Uma ideia simples e sensacional foi implantada em Maceió este mês, para dar dignidade às pessoas que recolhem material reciclado pela cidade e para evitar a crueldade com cavalos, que puxam carroças pesadas pelas ruas…

Catadores de recicláveis receberam 30 bicicletas de carga para ajudá-los no trabalho diário na capital das Alagoas.

A ação é do Projeto Relix, que incentiva a reciclagem e a destinação correta do lixo.

As bicicletas são chamadas de “Ciclolix” e vão dar lugar a cenas comuns em várias partes do Brasil, de catadores com suas carroças puxadas por cavalos magros, muitas vezes, famintos, cansados e com sede.

As bikes de carga também trazem dignidade para os catadores.

“Essa bicicleta é muito maravilhosa. Sou catadora há 3 anos e ela vai ajudar bastante no trabalho, vai agilizar. Aí, além de catar os entulhos, aproveito para malhar as pernas pedalando”, brincou Maria Goreti da Silva Batista, em entrevista ao G1.

“Elas [as catadoras] ficam emocionadas, agradecem pelo que fizemos por elas. Isso me deixa feliz, mas triste também, pois estamos muito atrasados com relação à sustentabilidade. Há muita coisa que ainda podemos e devemos fazer para cuidar de nosso planeta”, afirma Lina.

O projeto Relix é patrocinado pelo Sesi Alagoas, com apoio institucional da Secretaria de Estado Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Alagoas.

É uma ideia boa e barata a ser copiada na sua cidade, não acha?

Os cavalos agradecem!

Impressões do parlamento federal

Muitos me perguntam o que achei de ser deputado federal.

Aqui vai uma tentativa de resposta.

Minha impressão não é definitiva, mas até onde pude estender o meu olhar sobre este período (2011-15), confesso ter presenciado um cenário de intensas e lacerantes contradições.

São quinhentos e treze disputando alimento na selva que só conhece o instinto da sobrevivência. No fundo, no fundo, ninguém conhece ninguém lá dentro, embora a cordialidade do coleguismo prevaleça.

Logo que assumi, percebi que o palco das representações era o plenário. Neste espaço, todos buscam encarnar um personagem, assim como na vida, mas com a nota especial da tribuna, do microfone e do ambiente de “big brother”.

Pecado venial: novato de primeiro mandato driblar ou tentar driblar veteranos da casa na disputa por espaços.

Pecado mortal: descumprir com a palavra empenhada.

No plenário, o microfone é a tentação. Poucos são os que sabem usá-lo; raros, os que dominam a oportunidade política de fazê-lo no momento certo: já testemunhei brilhantes pronunciamentos inoportunos, assim como discursos frágeis que repercutiram positivamente porque o instante político reclamava.

A fauna é pródiga em diversidade de espécimes, reproduzindo um ambiente extraordinariamente rico para profissionais da Psicologia: astuto encarnando matuto; ingênuo posando de velhaco; interesseiro sob a capa de idealista; autoritário na pele de democrata.

De duas uma: quem lá chega, ou quer ficar mais, ou quer algo mais (ministério, senado, etc) e sabe que não depende só de querer, porque eleição é o que os outros pensam de você e não o contrário. Daí, a profusão de personagens que se inventam e reinventam para agradar e cooptar o maior número possível de pessoas para o seu projeto político.

Esta é a contradição que dilacera o parlamento. Explico: a disputa eleitoral é renhida e exige esforços quase sobre-humanos. Vencida a competição, o vitorioso tende a se comportar de tal forma que a próxima disputa seja vencida com menos dificuldade e, para isso, assume a estratégia animal da camuflagem, modelando e adaptando o seu mandato de acordo com pensamentos, afetos e emoções dominantes no eleitorado.

Esta despersonalização do mandatário explica as mudanças radicais no comportamento de parlamentares ao longo do mandato. Uns começam esquerdistas, mas terminam de direita; outros, iniciam de centro, acabam radicais. É o instinto oportunista da sobrevivência política que gera resultados de votações inconsequentes nos parlamentos.

Torço para estar errado, mas me parece que hoje não há no país, político que coloque em xeque a sua carreira político-eleitoral em defesa de uma posição ou ideia na qual acredite e que seja contramajoritário. Não vejo no atual horizonte da política brasileira nenhum quadro que aceite colocar em risco a sua reeleição em defesa de uma causa na qual acredite e que seja impopular. O político invertebrado é um dos responsáveis pela desidratação da própria Política.


Não me parece utópico acreditar que seja possível formar lideranças políticas que coloquem acima dos interesses pessoais do mandato, a defesa do País em si. Uma das idéias seria a vedação de se candidatar em seguida à conclusão de uma legislatura. Talvez assim, o mandato seria um tempo de pensar e agir em favor do que seja melhor para o país e não para a continuação do próprio exercício pessoal do poder.

Mas esta é uma ideia para outra tentativa de resposta ...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Um ano após assassinato, acusada já virou "miss", mas ainda não foi a júri

No último dia 15 de janeiro fez um ano que a manicure Jennifer Nayara Guilhermete de Moares, 22 anos, foi morta a tiros pela cabeleireira Gabriela Santos Antunes de 21 anos e a amiga dela, Emilly Karoliny Leite de 21 anos. Em uma história envolvendo traição e ciúmes, Gabriela tirou a vida de Jennifer e a jogou do alto de um precipício no local conhecido como Cachoeira do Céuzinho, a 800 metros da MS-080, saída para Rochedo, em Campo Grande.
Gabriela Santos Antunes de 20 anos, foi eleita a mais bela detenta
da Capital em setembro de 2016. (Foto: Divulgação/ Agepen)
O fato ganhou repercussão na Capital, pela crueldade com que o crime foi cometido. Em agosto de 2016, a Justiça decidiu que as duas acusadas iriam a júri popular, no entanto, até hoje, elas não foram julgadas. O caso segue na Justiça, aguardando apenas a definição da data do julgamento, e neste meio tempo, Gabriela continuou presa, e foi eleita “Miss Primavera” no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi.

A eleição foi em setembro de 2016 e, na época, Gabriela disse que o momento serviu para refletir sobre sua vida e escolhas. “Fiquei refletindo sobre a minha vida inteira, sobre o lugar onde eu estou. Não precisava disso, foi um momento de muita fúria, no calor da emoção eu fiz o que eu fiz, e em poucas horas eu destruí minha vida, mas estou pagando pelo que eu fiz, pretendo sair pra rua regenerada”, declarou.

Inconformada com a notícia de que a assassina confessa da filha havia se tornado Miss, a mãe de Gabriela, Lucimar Vieira Guilhermete, 40, desabafou no Facebook ao postar que “ao invés dessa vagabunda pagar pelo que fez com minha filha ficam postando como miss, só se for miss dragão”.

Crime - O corpo da manicure Jennifer foi encontrado no dia 16 de janeiro, na cachoeira do Céuzinho na MS-040. Ela havia sido morta a tiros um dia antes e seu corpo jogado de uma altura de 25 metros.

De acordo com as investigações, Gabriela Antunes Santos, 20, e mais duas amigas, Emilly Karolainy Leite, de 19 anos e uma adolescente de 16 anos, teriam levado a manicure até o local e cometeram o crime, que seria motivado por ciúmes. Há quatro anos, Jennifer teria namorado Alisson, atual marido de Gabriela.

Conforme a polícia, Gabriela teria sido motivada por ciúmes e inveja a cometer o crime, supostamente citando boatos de que Jeniffer havia reatado um romance com Alisson Patrick Vieira, companheiro de Gabriela.

Emilly Karoliny Leite, 19 anos, apontada como comparsa de Gabriela disse que apenas ficou próxima ao carro e que a adolescente foi junto com a suspeita e a vítima para perto da cachoeira.

“Achei que iriam apenas conversar. Vi a Gabriela pegando algo debaixo do carro, mas tive medo de falar algo e morrer também, porque ela é muito ignorante. A relação dela com Alisson era de muito ciúmes. Ela falava e água parava, ele não tomava frente de nada”, contou Emilly, na época.

Mãe da manicure, Lucimar Vieira Guilhermete, 40 anos,
durante entrevista em julho de 2016. (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)
Ausência - Em em julho de 2016 durante entrevista, a mãe de Jennifer falou sobre a ausência da filha. “Mudou tudo na nossa vida. Ela era uma menina brincalhona, alegre. A casa parecia que vivia cheia com ela. Agora acabou tudo, as datas comemorativas não são mais as mesmas. Esse que passou foi o primeiro dia das mães sem ela. Foi muito difícil”, lembra a mãe que tem mais uma filha de 20 anos.

A manicure morava no Otávio Pécora com o atual marido e o filho, que sempre deixava com a mãe para ir trabalhar. A convivência era diária e com isso o vazio deixado após o crime parece ser ainda mais marcante.

A mãe também disse que nada poderia trazer Jennifer de volta, mas acreditava que se não houvesse punição, as suspeitas voltariam a cometer novos crimes. “Elas tinham agredido outras meninas antes da Jennifer também por briga de ciúmes. Se elas forem soltas, vão fazer de novo. Tem que ter punição”, completou, ressaltando que não acredita no arrependimento delas.

Bombeiros levam bolo de aniversário para Cabral em Bangu

Sérgio Cabral não poderá dizer que ninguém lembrou de seu aniversário de 54 anos, comemorado hoje. Seus inimigos não deixaram passar em branco.

Um grupo de bombeiros levou para a porta do presídio de Bangu, onde a excelência está presa, um bolo de aniversário, com direito a refrigerante e foto do ex-governador com a sua mulher e companheira de falcatruas, Adriana Ancelmo, que também está presa.

Para quem não lembra, uma dos momentos mais difíceis enfrentados por Cabral ocorreu em 2011, quando uma greve dos bombeiros se transformou numa crise e o então governador determinou que a Secretaria de Segurança prendesse os bombeiros em Bangu 1.

Coronel David defende atuação efetiva das Forças Armadas nas regiões de fronteira

MS, MT e PR saem na frente do Plano Nacional de Segurança Pública
O deputado estadual Coronel David (PSC) participou, na manhã desta quinta-feira, da abertura da reunião entre os secretários de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa; do Mato Grosso, Rogers Jarbas; e do Paraná, Wagner Mesquita, no auditório da Academia da Polícia Civil (Acadepol), em Campo Grande, onde foram discutidas ações para o enfrentamento de crimes nas regiões de fronteira e parcerias para combate ao chamado novo cangaço (roubos a bancos em cidades do interior) e crise no sistema penitenciário. O deputado, que é ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, elogiou a iniciativa de integração e defendeu a necessidade de atuação mais efetiva por parte do governo federal nas faixas fronteiriças, especialmente com a Bolívia e Paraguai, portas de entrada do tráfico de drogas e armas para o Brasil.

De acordo com o deputado, não basta apenas propor um Plano Nacional de Segurança Pública, prevendo troca de informações e compartilhamentos operacionais, como o Ministério da Justiça vem anunciando, sendo necessária uma atuação federal efetiva e integrada com os estados. “É nesse contexto que vemos a necessidade das Forças Armadas”, frisou.

Coronel David avalia que, para que a atuação de facções criminosas, principalmente aquelas que agem dentro dos presídios, seja estancada, é preciso que a fonte que alimenta financeiramente esses grupos também seja cortada. “Se barrarmos o tráfico de drogas e armas lá na fronteira, reduzimos em muito o poderio dessas facções, que são alimentadas pelo dinheiro gerado pelo tráfico”, ressaltou, lembrando que para esse trabalho a ação das Forças Armadas é essencial.

Ainda conforme o parlamentar, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, por exemplo, são estados que têm experiência na repressão aos chamados crimes transfronteiriços, com os seus grupos especiais de operações, mas falta a eles recursos humanos, armamentos e logística, itens que o Governo Federal pode oferecer por meio das Forças Armadas, particularmente do Exército.

O deputado destacou a determinação dos secretários estaduais de Segurança Pública participantes do encontro, que estão dando início a um trabalho conjunto de enfrentamento aos crimes. “Esses estados saem na frente do Plano Nacional de Segurança Pública, promovendo ações conjuntas e compartilhamento entre os seus serviços de inteligência, e com isso podem fazer escola para outros estados”, concluiu.

Polícia Militar já identificou "pichadores do PCC" e deu início a ações

A Polícia Militar de Campo Grande garante que já tem identificados alguns suspeitos de serem os autores de pichações destacando a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), no distrito de Anhanduí.

Segundo o Tenente-Coronel Emérson de Almeida Vicente, responsável pela corporação na área, reuniões serão feitas já nesta sexta-feira (27) com os comerciantes e o subprefeito do distrito, Ernesto Francisco dos Santos, para troca de informações e estreitamento das relações visando diminuir a sensação de insegurança dos moradores.

“Nosso setor de inteligência já tem alguns nomes, estamos trabalhando em cima, juntando provas e evidências para que os autores sejam detidos”, disse Almeida.

Para o coronel Almeida, a situação no distrito, formado basicamente por vendedores de alimentos caseiros às margens da estrada, não é de alarde. “Vamos tentar organizar uma forma dos moradores apagarem (as pichações). Não é o caso de se criar um clima de tensão, uma propaganda negativa. Vamos planejar medidas preventivas”, disse.

"Já agora na parte da manhã em operação pelo distrito uma guarnição da Policia Militar se deparou com um cidadão com mandado de prisão em aberto, as rondas vão ser reforçadas e intensificadas", concluiu o Coronel Almeida.

A motivação das pichações ainda é mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações. A Polícia Civil, no entanto, investiga se há integrantes do PCC morando na vila.

Por ser um lugar isolado e de rápido acesso a São Paulo, chamariam menos atenção das autoridades. Um inquérito está em andamento.

Policiais Militares em operação conjunta com o Corpo de Bombeiros e voluntários encontram criança desaparecida.

Na manhã de hoje (27/01), por volta das 5h00min, Policiais Militares da ROTAI (Rondas Táticas do Interior) que participavam das buscas, encontram a criança que desde o início da noite de ontem estava desaparecida. Segundo informações a criança de 3 anos sumiu próximo a sua residência Chácara Cristal via vicinal para a Termoelétrica.

O desaparecimento da criança mobilizou várias guarnições da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Policiais de Folga, Defesa Civil e voluntários devido à mata na região ser bem fechada. As buscas foram intensificadas durante toda a noite e madrugada.

Os Policiais encontram o menino aproximadamente 4 km de onde ele desapareceu, pois segundo os responsáveis a criança estaria com 2 (dois) cachorros. Ao amanhecer do dia foi visualizado um dos animais na beira da estrada, momento em que os policiais ligaram a sirene da viatura acordando assim a criança que saiu correndo do meio da mata quando um dos policiais foi ao encontro da criança.

Graças ao apoio de todos os envolvidos a criança foi encontrada e entregue aos pais sendo encaminhada ao atendimento médico.

Grupo de paraguaios com 70 crianças dorme na rua após confusão em São Paulo

Um grupo de paraguaios composto por 130 pessoas, entre elas 70 crianças de 11 a 14 anos, viajou para Mongaguá, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira (25), para participar de um campeonato de futebol. Eles ficariam hospedados em uma escola, mas, ao chegarem, foram levados ao ginásio municipal Arturzão, no bairro Agenor de Campos. As más condições do lugar irritaram os estrangeiros, que chegaram a dormir na rua.

A primeira noite na cidade não foi como eles imaginaram. Por conta do forte calor, todos dormiram do lado de fora do ginásio. Para agravar a situação, falta água no local. A dona de casa Celeste Martins, mãe de um dos atletas, afirmou que o presidente da Federação Paraguaia da Escolinha de Futebol, Celso Rodrigues Cavello, ofereceu um contrato aos jogadores que garantia uma estrutura muito melhor que a apresentada.

Grupo de paraguaios com 70 crianças teve de dormir
na rua em Mongaguá (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
“Ele prometeu estadia na escola municipal, colchão, café da manhã, almoço e jantar. Ele prometeu tudo lá. A gente chegou aqui e viu outro panorama. Ninguém quer ficar nessas condições. A gente quer voltar ao Paraguai”, disse Celeste.

Em sua defesa, Celso comentou que a responsabilidade da estadia dos paraguaios na região era da prefeitura. “São convites da prefeitura. Convidam e pagam a inscrição (no campeonato) e a alimentação. Prometeram uma escola e houve um problema. Entramos no ginásio quando saiu o sol. Estava um calor tremendo e a água foi cortada”, comentou.

O secretário de Esportes de Mongaguá, Cid Ney Isidoro Leite, garante que a organização não é da prefeitura, e sim da Planeta Revelação, empresa que organiza campeonatos nacionais e internacionais.

“O que eles nos pediram foi um espaço para alocar esse pessoal que viria participar desse torneio. Nós identificamos a empresa, levantamos a documentação, que está correta. Temos a cópia dos documentos. O torneio terminaria uma semana antes do início das aulas. Se acontecesse alguma avaria nesse período, não daria tempo de arrumar. Por isso, o prefeito ficou com receio e suspendeu as escolas como alojamento”, falou Cid Ney, que garantiu que as providências já estão sendo tomadas.

Paraguaios foram levados para o ginásio Arturzão,
em Mongaguá (Foto: Reprodução/TV Tribuna
“Ontem (quarta-feira), por volta das 14h, a gente já estava providenciando para arrumar a situação em que se encontram. Eles alegaram que estão com problema de água. Contatamos a Sabesp para poder resolver. Estamos procurando um local para poder transferir parte do grupo e diminuir o problema. Temos uma ETEC que também tem um ginásio de esportes, de menor proporção. Se pudermos dividir, creio que o problema diminua”, concluiu.

Já de acordo com o empresário e organizador da competição, Carlos Alberto Leal, a culpa da confusão é do presidente da Federação. “Eu acho que ele superlotou, ou não fez os cálculos direito. Ele sabia o local em que iria ficar, não foi enganado em momento algum, sabia que era um ginásio de esportes. Na verdade, ele trouxe um turismo para cá. Então, os pais estão cobrando dele. Nossa cobertura é para as crianças, não para a família”.

Ainda segundo o Leal, uma casa foi alugada para algumas famílias, e o problema da falta de água já foi resolvido pela prefeitura. Os paraguaios devem continuar em Mongaguá até domingo (29), quando termina o torneio de futebol.

FONTE DA VIDA

A fonte da vida que se manifesta na generosidade, no afetividade, nas emoções e sentimentos está dentro de cada ser e se procurarmos nas ações fazermos o bem estaremos no caminho da realização pessoal e profissional desde que saibamos agir com simplicidade e compartilharmos a alegria de viver na fé, na esperança e no amor incondicional em cada novo amanhecer.

Que Deus nos guie na fé, iluminando e protegendo o nosso caminho. Ótimo dia e um excelente final de semana.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Enquanto 42 mil esperam casa, fiscalização confirma venda ilegal de imóveis do "Minha casa, minha vida"

Caixa Econômica Federal vai pedir reintegração de posse na Justiça.

Moradias no Residencial Celina Jallad I e II estão
sendo alvos de fiscalização e vistoria. (Foto: André Bittar)
Enquanto há 42 mil pessoas aguardando na fila de projetos sociais por uma casa própria, somente em Campo Grande, muitos contemplados estão comercializando os imóveis, confirma o diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação).

A quantidade de pessoas que venderam ou alugaram ainda não foi descoberta, já que 12 equipes da agência e da Caixa Econômica Federal ainda vistoriam os imóveis do Residencial Celina Jallad I e II, no Portal Caiobá, nesta quinta-feira (26).

“Aqui em Campo Grande existe uma comercialização informal destes imóveis, o que é inadmissível, se considerarmos as 42 mil que estão na fila pelo sonho da casa própria”, disse. Casos de venda serão reunidos e divulgados nos próximos dias, afirmou a assessoria de comunicação.

Quem tiver vendido ou alugado a casa será notificado para, em cinco dias, entregar as chaves e deixar o imóvel. Se o morador não obedecer à ordem, a CAIXA entrará com uma ação de reintegração de posse.

Durante a vistoria, que deverá ocorrer até o fim da manhã, estão sendo expedidos três tipos de notificação. Uma em relação às moradias que eventualmente estejam desocupadas, outra sobre as vazias/ausentes e a terceira sobre as casas que foram ocupadas por terceiros ou invadidas.

O diretor enfatiza o fato de que as unidades habitacionais não podem ser comercializadas e ressalta que todos os contemplados, na hora de assinar o contrato, estão cientes das condições do que pode ou não ser feito com as residências. “A população precisa entender que essas unidades habitacionais não são passíveis de comercialização, esse ato é irregular. Nossa missão é coibir este tipo de situação”, explicou.

No local, há 12 equipes, cada uma com três integrantes, agindo de forma separada. Como ainda ocorre a vistoria, não dá para saber, no momento, se foram encontradas irregularidades no residencial. No fim da força-tarefa, os dados serão reunidos.

Equipes da Guarda Municipal acompanham a vistoria e, até agora, a situação é tranquila. Os servidores estão indo de casa em casa e questionando o nome de todos os ocupantes do imóvel e sobre os proprietários, para cruzarem os dados que foram cadastrados anteriormente.

Contemplada há um ano e meio com uma casa após 10 anos na fila, a dona de casa Silvana Feitosa Delgado Sanches, 29 anos, disse que considera a ação positiva. “Pois tem muita gente que precisa e não consegue”.

A primeira fase do residencial foi entregue em agosto de 2015, totalizando 688 moradias. O empreendimento todo tem 1.498 moradias e representa um investimento de R$ 73,4 milhões, dos quais R$ 2,69 milhões foram contrapartida do governo estadual e a doação do terreno ficou a cargo da prefeitura.

Os contemplados passaram pelo processo de seleção exigido pelo Programa Minha Casa Minha Vida, como renda mensal do contemplado e cadastro nos programas sociais.
CG News

Trump diz acreditar que tortura em interrogatórios "funciona"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o uso de técnicas de interrogatório por meio de tortura, utilizadas no passado na luta contra o terrorismo, em entrevista exibida nesta quarta-feira. Segundo o presidente, é necessário “combater fogo com fogo” para enfrentar os jihadistas do Estado Islâmico (EI).

“Acredito absolutamente que funcionam”, disse o magnata em entrevista exclusiva à rede ABC News. De acordo com o republicano, seus chefes de inteligência consideram que técnicas como o “afogamento simulado”, conhecido como waterboarding nos Estados Unidos, podem dar resultados na luta contra o terrorismo.

Trump já havia feito comentários favoráveis sobre a tortura durante a campanha eleitoral, mas é a primeira vez que expõe sua opinião sobre o tema depois de eleito. Desta vez, o magnata não descartou que volte a utilizar técnicas que terminaram com a chegada do ex-presidente Barack Obama à Casa Branca, em 2009.

“Falei com pessoas da cúpula de inteligência e perguntei se a tortura funciona. A resposta foi sim. Quero manter o país seguro. Quando estão cortando cabeças dos nossos e de outros por serem cristãos no Oriente Médio e o Estado Islâmico faz coisas próprias da Idade Média, eu vou me preocupar com o afogamento simulado?”, declarou.

O republicano disse que escutará seu gabinete, especialmente o secretário de Defesa, James Mattis, e o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo, quando chegar a hora de determinar se serão retomadas as práticas que, até então, eram consideradas tortura pelo Congresso e pelo governo anterior. “Vou confiar em Pompeo, Mattis e meu grupo. Se eles não quiserem fazer, tudo bem. Se quiserem, trabalharei com esse objetivo dentro dos limites do que se pode fazer legalmente”, detalhou o novo líder.

O “afogamento simulado”, a privação de sono, o uso de cachorros agressivos, os gritos, os golpes e a humilhação foram algumas das técnicas de “interrogatórios forçados” instauradas pelo governo do presidente George W. Bush, após os atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001. Obama assinou ordens executivas ao chegar à Casa Branca em 2009 para pôr fim a essas práticas, enquanto o Senado, que já era de maioria republicana, legislou contra esses métodos em 2015.

Durante a sabatina de confirmação como diretor da CIA, Pompeo garantiu que não apoia a volta dos “interrogatórios forçados”, mas depois se mostrou aberto a modificar o manual que regula os interrogatórios.

Com coletes balísticos vencidos, Policia Federal de Brasília está proibida de fazer operações

Por decisão da Justiça Federal os agentes não podem ir às ruas usando coletes à prova de balas que, segundo o sindicato, estão com validade expirada.

Enquanto o governo traça planos para debelar a crise de segurança no país, um problema prosaico está limitando o poder de ação da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça: coletes à prova de bala dos agentes baseados em Brasília estão fora da validade e, por isso, não podem ser usados.

O caso foi parar na Justiça e uma liminar impede que os policiais realizem ações externas com os coletes expirados. Na prática, o problema cria um embaraço ao comando da corporação: a não ser que coletes novos sejam providenciados, os agentes a serviço na capital do país estão impedidos de participar de operações.

A liminar da juíza federal Liviane Kelly Soares de Vasconcelos foi concedida na última terça-feira a pedido do sindicato que representa os policiais. Ela ordenou “que nenhum policial cumpra missão ou participe de operação policial externa portando equipamento de proteção (colete balístico) fora do prazo de validade”.

A partir de um determinado período de uso, normalmente de cinco anos, os coletes perdem a capacidade de proteção. Fabricados com fibras sintéticas e placas de cerâmica, eles se desgastam naturalmente por causa da umidade, suor, exposição ao sol, calor e chuva e, por isso, devem ser periodicamente trocados.

De acordo com o sindicato que representa os policiais, a maior parte dos coletes disponíveis para os agentes do núcleo de operações da Superintendência da PF no Distrito Federal perdeu a validade no último dia 11 de janeiro. A entidade afirma que, hoje, só há 60 coletes em condições de uso na unidade. Em Brasília, há cerca de 600 agentes federais na ativa.

Na decisão, a juíza determina que sejam providenciados novos coletes em caráter emergencial. “O Estado deve providenciar a compra emergencial do equipamento, ainda que em número limitado, para fins de rodízio, até que finalizada eventual licitação para substituição de todos os coletes vencidos”, escreveu a magistrada.

No fim do ano passado, o Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol/DF) alertou o comando da corporação para a necessidade de repor os coletes. O alerta foi feito ao diretor-geral, Leandro Daiello, e ao superintendente local, Élzio Vicente da Silva. O sindicato avisou que, caso não houvesse solução, as operações ostensivas estariam comprometidas.

O gabinete do diretor-geral respondeu que os coletes venceriam apenas em março. Fotos anexadas ao processo, porém, mostram os equipamentos com o prazo já expirado.

O comando da PF informou ainda que haveria um lote de coletes em número suficiente para garantir o trabalho dos agentes até a chegada de 11.000 novas unidades do equipamento que serão fornecidas ao fim de um processo de licitação iniciado no ano passado.

Na guerra de argumentos entre um lado e outro, a juíza ficou em dúvida e decidiu conceder a liminar ao sindicato. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) está consultando todas as unidades da PF no país para saber se o problema de Brasília se repete pelo país afora.

“Risco de morte” – Na decisão, a juíza afirma que o representante da Advocacia-Geral da União (AGU) encarregado de defender a Polícia Federal no processo se negou a receber uma intimação para fornecer explicações sobre o caso. Ela pediu que a AGU apure a postura do advogado. “A recusa em receber o mandado de intimação não apenas afronta o princípio da razoabilidade e o princípio da cooperação (…), mas também é ilegal. Saliente-se que, no presente caso, a conduta do representante da União privou este juízo de subsídios para decidir em caso de extrema gravidade e urgência, em que se aponta risco de morte de servidores públicos federais no exercício de suas funções”, afirmou a magistrada.

MELHORAR A CADA DIA

Cada um precisa se cuidar mais, saber que nem todos os problemas serão resolvidos e buscar na fé ser um semeador da esperança, da sabedoria e da paz interior.

Não temos mais tempo de ficar esperando, mas sim devemos agir, acreditando que a nossa caminhada começa pela mudança de mentalidade, passando a ver os outros e respeitá-los para assim seguirmos adiante na travessia da vida com seus percalços, mas na certeza de que Deus estará sempre conosco.

Um ótimo dia de lutas diárias!!

Eike Batista tem prisão decretada na Operação Lava Jato

Ao cumprir 9 mandados de prisão preventiva, 4 de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, a operação Eficiência mira crimes de lavagem de dinheiro e ocultação no exterior de aproximadamente US$ 100 milhões. Segundo a Polícia Federal, boa parte desses valores já foi repatriada. A operação é resultado de uma investigação em parceria da PF, Ministério Público Federal e Receita Federal.

Segunda fase da Calicute, que por sua vez é um desdobramento da Lava Jato, a Eficiência tem autorização para prender o empresário Eike Batista, que segundo seu advogado está fora do Rio, e o vice-presidente de futebol do Flamengo Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike. Além dos dois, são alvos de prisão preventiva o ex-governador Sergio Cabral, já preso em Bangu, Sergio Castro, apontado como operador do esquema, Francisco Assis, o doleiro Álvaro Galliez, Thiago Aragão, ex-sócio da esposa de Cabral, e pessoas ligadas a Cabral que já estão presas.

A investigação mira pagamentos de propina envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral. O irmão de Cabral, Maurício de Oliveira Cabral Santos, e Suzana Neves Cabral, sua ex-mulher, são alvos de condução coercitiva.

Todas as diligências tiveram origem nos desdobramentos da investigação sob tutela do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Na fase de hoje, as informações foram coletadas em dois acordos de colaboração que abordaram os detalhes do esquema de lavagem de dinheiro por trás dos desvios praticados pelo grupo do ex-governador Sérgio Cabral.

Calicute
Sergio Cabral (PMDB) está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, desde novembro do ano passado. O ex-governador foi detido na primeira fase da operação Calicute em seu apartamento, no Leblon. Segundo os investigadores, Cabral era o líder de um grupo criminoso que angariava propina junto a empreiteiras com contratos no governo estadual.

O MPF calcula que os desvios em grandes obras como a reforma do Maracanã, a construção do Arco Metropolitano e reurbanização em favelas da cidade tenham causado um prejuízo de cerca de R$ 220 milhões aos cofres públicos.

Arquivo X
Eike Batista já havia prestado depoimento à força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. No depoimento, o ex-presidente do Conselho de Administração da OSX declarou que, em 1 de novembro de 2012, recebeu pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Guido Mantega, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do PT. Mantega teve a prisão decretada por conta das declarações de Eike na fase Arquivo X, deflagrada em 22 de setembro de 2016.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Presidente do Peru determina que Odebrecht venda projetos e deixe o país

Pedro Paulo Kuczynski disse que a empresa está 'contaminada' pela corrupção; na semana passada, o governo da Colômbia também sinalizou que pretende expulsar a empreiteira do país.

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, disse nesta terça-feira, 24, que a Odebrecht deve vender seus projetos e deixar o país após reconhecer o pagamento de propina que somam US$ 29 milhões em troca de licitações de obras públicas entre 2005 e 2014. "Infelizmente, eles estão contaminados pela corrupção", disse. Na semana passada, o governo da Colômbia sinalizou que pretende expulsar a Odebrecht do país.

"A Odebrecht terá que vender seus projetos no Peru, alguns deles são muito bons em fornecimento de eletricidade, rodovias... Lamentavelmente há esse problema da corrupção, a Odebrecht tem que ir embora, acabou", disse o mandatário à emissora RPP.

A construtora terá que chegar a um acordo com o Ministério Público do Peru, que está investigando os casos de subornos das empresas brasileiras que operam no país, informou Kuczynski.

O presidente considerou "muito baixo" os 30 milhões de soles (aproximadamente 10 milhões de dólares) que a empresa adiantou pela devolução dos ganhos ilícitos obtidos, em comparação aos 2,5 bilhões de dólares que terá que pagar como multa nos Estados Unidos, onde houve poucas obras.

"O grande país onde havia toda a construção, além do Brasil, era o Peru, e nossa multinha é de 30 milhões de soles, uns 10 milhões de dólares? Que vergonha", acrescentou Kuczynski. O mandatário afirmou que o Ministério Público do país verificará se a Odebrecht pagará o que deve e atuará sobre os ativos da empresa no Peru.

O governo peruano resolveu interromper a concessão de um gasoduto avaliado em US$ 7 bilhões, que havia entregue a um consórcio liderado pela Odebrecht, informou na segunda-feira, 23, o ministro de Minas e Energia, Gonzalo Tamayo.

Na terça-feira, o presidente Kuczynski disse, por meio de sua conta no Twitter, ter ordenado a execução de uma punição de US$ 262 milhões ao consórcio por descumprimento do contrato sobre o Gasoduto do Sul. Investigações.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o chefe do Ministério Público no Peru, Pablo Sanchez Velarde, fecharam acordo na sexta-feira, 13, para intensificar a cooperação internacional e garantir o aprofundamento de investigações relacionadas à Odebrecht.

No início do ano, a empreiteira fez um acordo preliminar de cooperação com o Peru, no qual se comprometeu a pagar uma multa de US$ 9 milhões pelos ganhos ilícitos que obteve no país.

US$ 20 milhões apreendidos pela polícia dos EUA em colchão de brasileiro é de pirâmide financeira

Uma imagem divulgada pela Procuradoria dos EUA mostra 20 milhões de dólares, cerca de R$ 64 milhões, que estavam escondidos num colchão no apartamento do brasileiro Cleber Rene Rizerio Rocha, de 28 anos, em Massachusetts. Acredita-se que o dinheiro esteja ligado a um esquema de pirâmide de 1 bilhão de dólares, o equivalente a R$ 3,2 bilhões, envolvendo a TelexFree, uma empresa que alegou fornecer serviços de telefonia pela Internet.

Segundo a “ABC News”, as autoridades confirmaram que foi realmente um esquema de pirâmide que operou entre janeiro de 2012 e março de 2014. Telexfree pretendia agressivamente comercializar o seu serviço VOIP através do recrutamento de milhares de ‘promotores' para publicar anúncios para o produto na Internet”, afirmou o Departamento de Justiça num comunicado.

A fortuna foi descoberta no início deste mês, quando a polícia invadiu o apartamento de Cleber Rocha em Westborough, Massachusetts. O brasileiro foi preso e acusado de conspiração para cometer lavagem de dinheiro. Ele pode ser condenado a 20 anos de prisão.

Policia Federal investiga vereador por compra de voto, agiotagem e fraude no Bolsa Familia [VÍDEO]

A Polícia Federal realiza na manhã desta terça-feira (24), a segunda fase da Operação Anatocismus, que investiga compra de votos durante a última eleição municipal. Há um mandado de prisão preventiva para um vereador de Ladário, distante 419 km de Campo Grande.

Neste momento, cerca de 15 policiais federais realizam diligências de busca domiciliar para cumprir duas conduções coercitivas e duas prisões preventivas, uma delas contra um vereador que não teve o nome divulgado.

As investigações indicam que o então candidato a vereador que foi eleito, comprou votos com valores que iriam de R$ 100 a R$ 200. Esse dinheiro era pago por meio de agiotagem, e muitas vezes, quem devia algum valor ao vereador, teve perdão da dívida em troca de votos.

E não para por ai. Investigações apontam que o vereador explorou principalmente pessoas de baixa renda, muitos deles beneficiários do programa Bolsa Família, retendo o cartão magnético do programa e a respectiva senha para efetuar os saques e cobrir os juros devidos das vítimas. Os empréstimos ilegais seriam contraídos com juros mensais na ordem de 30%.

Além de desvirtuar a finalidade do programa do governo federal, que indiretamente teria financiado a compra de votos, o candidato também realizou a prática conhecida como caixa dois, sonegando e inserindo informações falsas na prestação de contas da campanha.

Os investigados foram indiciados pela prática das seguintes infrações penais: corrupção eleitoral ativa, falsidade ideológica eleitoral “caixa dois”, usura pecuniária “agiotagem” e retenção de documentos de identificação, cujas penas somadas variam de dois a 11 anos de prisão.

Denúncia - Resultado de três meses de investigações, a operação teve início após uma denúncia, que resultou na investigação e na execução de busca no domicílio do então candidato e hoje vereador.

Na ocasião, considerada a primeira fase da Operação Anatocismus, foram apreendidos documentos de identificação, cartões do programa Bolsa Família e contas de água e luz em nome de terceiros.

Com o aprofundamento das investigações, apurou-se o envolvimento dos indiciados nos crimes de corrupção eleitoral ativa e falsidade ideológica eleitoral (“caixa dois”), bem como nas infrações de usura pecuniária (“agiotagem”) e retenção de documentos.


Anatocismus - Palavra grega, significa usura, popularmente conhecida com agiotagem.

Operação da Policia Militar prende 18 foragidos e recupera 8 veículos na Capital

Operação da Polícia Militar que aconteceu em Campo Grande entre os dias 20 e 22 deste mês prendeu 18 pessoas que estavam foragidas da Justiça e recuperou oito veículos que haviam sido roubados ou furtados. Além disso, nos dois dias de ação planejada como medida de prevenção a crimes, quase 2,5 mil pessoas e 1,3 mil veículos foram abordados.

De acordo com nota da PM, a operação foi continuidade ao reforço na segurança que foi feito no fim de ano, denominado “MS Seguro”. Equipes de unidades do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) atuaram em diversas áreas da Capital.

O objetivo foi apreender armas, drogas e dar cumprir mandados de prisão, bem como recuperar veículos roubados ou furtados, averiguar irregularidades na documentação e falta de equipamentos obrigatórios.

No período, foram intensificadas as fiscalizações em bares, lanchonetes, postos de combustíveis e nos locais com maiores índices de reclamação de perturbação da tranquilidade e do sossego.

Ainda como resultado da operação, foram aplicadas 157 multas e 53 veículos foram removidos ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Áudio de avião que transportava Teori não indica falha na aeronave

Gravação de áudio recuperada do avião que caiu no mar de Paraty (RJ) matando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki aponta que não houve relato por parte do piloto de problemas na aeronave antes do acidente da semana passada, de acordo com peritos da Aeronáutica.
Os registros da cabine do avião King Air teriam captado conversas do piloto da aeronave com outros pilotos que voavam pela região, nas quais ele disse que esperaria a chuva diminuir antes de pousar. Pouco depois a gravação teria sido interrompida, de acordo com análises preliminares.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) avaliam preliminarmente, que o piloto pode ter perdido o controle da aeronave antes da queda no mar. O áudio não explica exatamente o que aconteceu e a investigação depende também de outros fatores para esclarecer o motivo da queda.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou à Reuters na noite de segunda-feira que os dados do gravador de voz da aeronave foram recuperados, apesar de o equipamento ter sido danificado no acidente. O gravador chegou ao Cenipa no sábado, dois dias depois do acidente que matou Teori, relator da operação Lava Jato no STF, e outras quatro pessoas em Paraty, litoral do Estado do Rio de Janeiro.

Uma empresa contratada pelo grupo proprietário do avião já retirou os destroços da aeronave do mar de Paraty. O material seria levado ao Rio de Janeiro para ser periciado e analisado na base aérea do Galeão. A Justiça Federal do Rio de Janeiro decretou sigilo nas investigações sobre a queda do avião.

Havia expectativa de que em fevereiro Teori, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, decidisse sobre a homologação dos acordos de delação premiada com 77 executivos da Odebrecht. As informações desses acordos têm sido apontados como de grande potencial para sacudir o meio político.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Paulinho do Rádio e a Mulher da Bicicleta

Não sei se conhecem ou se já viram os dois personagens que compõem o título deste texto, mas saibam, desde já, que são parte de Campo Grande, da nossa vida campo-grandense, das nossas manias e costumes.
Paulo do Radinho e Evelize Barbosa, a "Mulher da bicicleta"
O “Paulinho do Rádio” ou “Paulo do Radinho”, assim com maiúsculo mesmo (depois eu explico), costuma desempenhar sua performance à noite na Afonso Pena. Há tempos não o vejo. O que ele faz? Simples, ele ouve músicas no rádio colorido que carrega sobre seus ombros e dança. Ele dança. Ele dança. Ele dança. Entendem? Ele dança.

A “Mulher da Bicicleta” não é territorialista como Paulinho, mas é possível vê-la com mais frequência na Avenida Ceará pelas manhãs. Provavelmente, a caminho do trabalho, a “Mulher da Bicicleta” parece dançar um tango sobre duas rodas. Seus movimentos são clássicos e ritmados. Ela, como ele, dança. Ela dança também. Dança.

Escrevo sobre estes dois personagens da nossa época porque são nossos. Simples assim. São nossos, genuinamente filhos da nossa “Mãe Morena”. Temos tereré, sobá, mercadão, “Paulo do Radinho e a Mulher da Bicicleta”. Não são frutos do acaso, mas predestinados a romantizar nossa paisagem.

À primeira vista, parece que ambos são casos para a psiquiatria. Algo me diz, no entanto, que a chave para dimensioná-los está em outra morada: a Filosofia.

Vivemos a época do susto. Sim, o maior e mais intenso susto de toda a história da humanidade. É que, pela primeira vez, graças ao intenso e instantâneo tráfico da informação, o ser humano flagra reais imagens do que o seu “igual-semelhante” é capaz de fazer e de não fazer. O susto vem desta constatação visual. Um susto paralisante como o efeito de um eletrochoque na consciência da humanidade.

A visão apavorante do contraste humano “animalidade-santidade” nos leva a insegurança que se transforma em angústia. Contra ela, precisamos de modelos e padrões comportamentais para nos fundir. Seguir a corrente é a forma eficaz de proteção a mim e aos meus. Ser normal e igual a todos é, em última análise, uma questão de sobrevivência.

Passa o tempo e nossos medos se fundem em uma rotina que robotiza comportamentos. Todo dia, toda semana, todo mês, todo ano com os mesmos gestos, as mesmas frustrações, os mesmos prazeres, as mesmas tristezas.

É justamente nesta hora que “Paulinho do Rádio e a Mulher da Bicicleta” se tornam fundamentais.

Eles são o grito do desespero contra esta forma estéril de existência. Uma espécie de ponto fora da curva desta circularidade nauseante que reduz vidas a um movimento burocrático sem sentido. Para ser normal e estar em segurança, todos temos que vestir a máscara da face austera, séria e compenetrada do trabalho. Levá-la para casa e deixar passar as horas na gastura do mesmo mantra que inclui o cálculo exato para estar alegre durante algumas horas nos fins de semana com a família.

Contra essa permanente e devastadora “sacanagem” que o sistema engendrou sobre nossas minúsculas cabeças, surgem pessoas maiúsculas como “Paulinho do Rádio” e a “Mulher da Bicicleta”. Se todos fossem como os dois, a vida valeria muito mais a pena ser vivida. Ninguém teria vergonha de mostrar que está feliz e a loucura seria viver tristemente para estar em segurança.

Facebook que se cuide: Alemanha declara guerra a notícias falsas

Berlim ameaça multar a rede de Mark Zuckerberg em 500.000 euros por postagem falsa.

Na Alemanha, a realização de eleições em setembro próximo e a crise dos refugiados contribuíram para alimentar a boataria virtual. Um dos pontos que estão balizando o debate político entre os candidatos é justamente o generoso acolhimento dos refugiados.

Angela Merkel, a atual chanceler e candidata a um quarto mandato, teve uma política de portas abertas – e notícias falsas são usadas para atingir a líder alemã.

No início do mês, um relato com a informação de que uma garota fora estuprada por um refugiado circulou maciçamente em perfis e páginas do Facebook na Alemanha. Mais tarde, descobriu-se que essa era mais uma notícia falsa.

Como a história é apenas uma entre as inúmeras notícias falsas que circulam pelas redes sociais, o governo alemão decidiu tomar a dianteira no combate à disseminação dos boatos. Os parlamentares querem votar uma lei que impõe uma multa de 500.000 euros ao Facebook por publicação mentirosa que não for apagada imediatamente da rede.

Aeronáutica desmente boato sobre acidente que matou Teori Zavascki

Segundo rumor, militar de nome "sargento Marcondes" teria, intencionalmente, orientado de forma errada piloto de avião que caiu com ministro.

A Aeronáutica, por meio de sua assessoria de imprensa, desmentiu neste domingo um boato sobre o desastre com o avião em que viajava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Segundo esse rumor, o piloto, Osmar Rodrigues, foi orientado pela torre de controle localizada no Rio de forma equivocada, de modo que a aeronave caísse, matando o ministro.

O responsável pela suposta instrução equivocada seria uma pessoa identificada como “sargento Marcondes”, que não existe, segundo a Aeronáutica. O “alerta”, que começa com a frase “a casa caiu!” e atribui a informação a “uma fonte anônima da Aeronáutica”, está sendo compartilhado indiscriminadamente nas redes sociais, apesar do conteúdo fantasioso. O objetivo do personagem Marcondes seria prejudicar o andamento da Operação Lava Jato, da qual Teori era relator.

“Com relação ao boato que circula nas redes sociais sobre a influência de um tal sargento Marcondes no acidente com a aeronave que transportava o ministro do STF Teori Zavascki e outros passageiros, no dia 19/01/2017, informamos que NÃO É VERDADE. Não existe militar com esse nome na equipe de serviço responsável por aquela área de controle, nem havia qualquer comunicação com o piloto da aeronave matrícula PR-SOM durante a aproximação para o pouso em Paraty, porque o aeródromo não possui órgão de controle de tráfego aéreo”, diz nota oficial emitida pela Aeronáutica. “Ressaltamos que todos os procedimentos realizados pelos órgãos de controle durante o voo estiveram de acordo com as legislações vigentes, inerentes aos serviços de controle de tráfego aéreo”, afirma ainda a nota.

O Cockpit Voice Record (gravador de voz da cabine) do avião já está em Brasília, no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), para ser analisado. Lá podem estar conversas que o piloto teve com a torre de comando do aeroporto de Congonhas, registradas enquanto o avião estava ainda em São Paulo, e, já em Paraty, área não controlada, e comunicações com pilotos de outras aeronaves que estivessem voando pela região, em que o piloto pode ter relatado a baixa visibilidade.

O avião saiu com Teori e outras três pessoas — o empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono da aeronave, a massoterapeuta Maíra Panas e sua mãe, a professora Maria Hilda Panas —, além do piloto, às 13h01 da quinta-feira, com destino a Paraty, e caiu no mar perto da Ilha Rosa, após meia hora de voo e a dois quilômetros da cabeceira da pista do aeroporto da cidade fluminense.