sábado, 28 de janeiro de 2017

Em Maceió cavalos são substituídos por bicicletas de carga para evitar crueldade e maus tratos

Uma ideia simples e sensacional foi implantada em Maceió este mês, para dar dignidade às pessoas que recolhem material reciclado pela cidade e para evitar a crueldade com cavalos, que puxam carroças pesadas pelas ruas…

Catadores de recicláveis receberam 30 bicicletas de carga para ajudá-los no trabalho diário na capital das Alagoas.

A ação é do Projeto Relix, que incentiva a reciclagem e a destinação correta do lixo.

As bicicletas são chamadas de “Ciclolix” e vão dar lugar a cenas comuns em várias partes do Brasil, de catadores com suas carroças puxadas por cavalos magros, muitas vezes, famintos, cansados e com sede.

As bikes de carga também trazem dignidade para os catadores.

“Essa bicicleta é muito maravilhosa. Sou catadora há 3 anos e ela vai ajudar bastante no trabalho, vai agilizar. Aí, além de catar os entulhos, aproveito para malhar as pernas pedalando”, brincou Maria Goreti da Silva Batista, em entrevista ao G1.

“Elas [as catadoras] ficam emocionadas, agradecem pelo que fizemos por elas. Isso me deixa feliz, mas triste também, pois estamos muito atrasados com relação à sustentabilidade. Há muita coisa que ainda podemos e devemos fazer para cuidar de nosso planeta”, afirma Lina.

O projeto Relix é patrocinado pelo Sesi Alagoas, com apoio institucional da Secretaria de Estado Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Alagoas.

É uma ideia boa e barata a ser copiada na sua cidade, não acha?

Os cavalos agradecem!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Paulinho do Rádio e a Mulher da Bicicleta

Não sei se conhecem ou se já viram os dois personagens que compõem o título deste texto, mas saibam, desde já, que são parte de Campo Grande, da nossa vida campo-grandense, das nossas manias e costumes.
Paulo do Radinho e Evelize Barbosa, a "Mulher da bicicleta"
O “Paulinho do Rádio” ou “Paulo do Radinho”, assim com maiúsculo mesmo (depois eu explico), costuma desempenhar sua performance à noite na Afonso Pena. Há tempos não o vejo. O que ele faz? Simples, ele ouve músicas no rádio colorido que carrega sobre seus ombros e dança. Ele dança. Ele dança. Ele dança. Entendem? Ele dança.

A “Mulher da Bicicleta” não é territorialista como Paulinho, mas é possível vê-la com mais frequência na Avenida Ceará pelas manhãs. Provavelmente, a caminho do trabalho, a “Mulher da Bicicleta” parece dançar um tango sobre duas rodas. Seus movimentos são clássicos e ritmados. Ela, como ele, dança. Ela dança também. Dança.

Escrevo sobre estes dois personagens da nossa época porque são nossos. Simples assim. São nossos, genuinamente filhos da nossa “Mãe Morena”. Temos tereré, sobá, mercadão, “Paulo do Radinho e a Mulher da Bicicleta”. Não são frutos do acaso, mas predestinados a romantizar nossa paisagem.

À primeira vista, parece que ambos são casos para a psiquiatria. Algo me diz, no entanto, que a chave para dimensioná-los está em outra morada: a Filosofia.

Vivemos a época do susto. Sim, o maior e mais intenso susto de toda a história da humanidade. É que, pela primeira vez, graças ao intenso e instantâneo tráfico da informação, o ser humano flagra reais imagens do que o seu “igual-semelhante” é capaz de fazer e de não fazer. O susto vem desta constatação visual. Um susto paralisante como o efeito de um eletrochoque na consciência da humanidade.

A visão apavorante do contraste humano “animalidade-santidade” nos leva a insegurança que se transforma em angústia. Contra ela, precisamos de modelos e padrões comportamentais para nos fundir. Seguir a corrente é a forma eficaz de proteção a mim e aos meus. Ser normal e igual a todos é, em última análise, uma questão de sobrevivência.

Passa o tempo e nossos medos se fundem em uma rotina que robotiza comportamentos. Todo dia, toda semana, todo mês, todo ano com os mesmos gestos, as mesmas frustrações, os mesmos prazeres, as mesmas tristezas.

É justamente nesta hora que “Paulinho do Rádio e a Mulher da Bicicleta” se tornam fundamentais.

Eles são o grito do desespero contra esta forma estéril de existência. Uma espécie de ponto fora da curva desta circularidade nauseante que reduz vidas a um movimento burocrático sem sentido. Para ser normal e estar em segurança, todos temos que vestir a máscara da face austera, séria e compenetrada do trabalho. Levá-la para casa e deixar passar as horas na gastura do mesmo mantra que inclui o cálculo exato para estar alegre durante algumas horas nos fins de semana com a família.

Contra essa permanente e devastadora “sacanagem” que o sistema engendrou sobre nossas minúsculas cabeças, surgem pessoas maiúsculas como “Paulinho do Rádio” e a “Mulher da Bicicleta”. Se todos fossem como os dois, a vida valeria muito mais a pena ser vivida. Ninguém teria vergonha de mostrar que está feliz e a loucura seria viver tristemente para estar em segurança.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Polícia Militar de Porto Murtinho e Executivo Municipal mantém parceria para execução de Projetos Sociais na cidade

Na tarde da última sexta-feira (13) o Comandante do 3° Pelotão de Policia Militar de Porto Murtinho, Tenente Edson Ferreira Salustiano, participou de uma reunião com o chefe do Executivo Municipal, Prefeito Derlei João Delevatti, e demais autoridades do Município a fim de tratar sobre o início do ano letivo dos Projetos Sociais realizados pela PM em parceria com a Prefeitura Municipal (PROERD, Bom de Bola, Bom na Escola e Patrulha Mirim).

Ficou acertado que todos os Projetos terão continuidade durante a nova administração municipal, se possível aumentando o número de crianças atendidas e, ainda, que durante as atividades os alunos terão o acompanhamento de profissionais da Saúde e da Educação.

O Soldado PM Pache, que coordena e administra os Projetos, relatou estar motivado a continuar os trabalhos e que prevê ótimos resultados para 2017.

Assessoria de Comunicação Social do 11º BPM / CPA-3

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Aspirantes a oficial da Policia Militar de Mato Grosso do Sul iniciam estágio supervisionado

No início desta semana apresentaram-se no Comando Geral da PMMS 28 (vinte e oito) Aspirantes a Oficial PM formados pelas Academias de Polícia Militar de Alagoas, São Paulo, Paraíba e Bahia, desde o dia 09 de janeiro de 2017 estão desenvolvendo atividades relativas ao estágio probatório com final em julho 2017, e essas atividades serão desenvolvidas nas Unidades Operacionais do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e do Comando de Policiamento Especializado (CPE).

Os Objetivos dessas atividades serão de ampliar e consolidar os conhecimentos já auferidos pelo Aspirante a Oficial PM durante o curso, permitir ao estagiário contato com a realidade da Unidade Operacional, como também conhecimento prático da realidade interna da OPM (Organização Policial Militar), visando o preparo para as futuras atividades que irá desempenhar na corporação, além de possibilitar a participação do Aspirante a Oficial PM nas intervenções policiais em locais de ocorrências, sempre supervisionada por um oficial, dando a oportunidade da auto avaliação, da avaliação curricular, fornecendo condições para que o Comandante Geral possa avaliar a capacidade profissional e intelectual dos estagiários.

Durante o período de estágio os aspirantes irão percorrer as Organizações Policiais Militares (OPMs) do CPM, CPE e CPAs e terão supervisão geral da DEIP (Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa), sendo que a supervisão específica caberá diretamente ao comandante da unidade e pelo oficial designado como coordenador e supervisor do estágio.

Para o Coronel QOPM Rogério, Diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa, colocar em prática os ensinamentos do curso, conhecer a administração e funcionamento da Instituição, dentro do estágio é fundamental, sem contar a integração com outras forças como Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal, que será fundamental para a adaptação e irá facilitar e proporcionar uma ótima prestação de serviços a sociedade Sul-mato-grossense.