segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Mulher se apresenta como policial federal e é presa por injúria racial no Paraná [VÍDEO]

Ela ainda afirmou que trabalhava com o juiz Sérgio Moro; o que foi desmentido pela polícia.

A mulher presa por cometer injúria racial contra um policial militar negro em Campo Mourão, na região centro-oeste do Paraná, se apresentou aos policiais como agente da Polícia Federal e disse que trabalhava na equipe do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em 1ª instância. Segundo a Polícia Militar (PM), nenhuma das informações é verdadeira.

O caso aconteceu na tarde de domingo (25), quando a mulher tentava defender o filho, preso por dirigir embriagado e por desacato, de acordo com a Polícia Civil.

Tudo começou após um motorista derrubar a porta de um estabelecimento comercial ao rodar durante manobra conhecida como “cavalo-de-pau”. Com a colisão, o veículo, um Audi A3, chegou a entrar no estabelecimento. Apresentando sinais de embriaguez, o homem se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Foi então que a mulher, mãe do motorista, se apresentou como agente da Polícia Federal (PF), da equipe do juiz Sérgio Moro, que comanda da Operação Lava Jato, e passou a ofender o policial que atendeu a ocorrência o chamando de “negão, macaco e porco”.

Joana Stachin, dona da confeitaria atingida pelo veículo, disse que o estrago foi grande e que, por sorte, o comércio estava fechado. "Poderia ter sido uma tragédia", disse.

Segundo o tenente da PM José Carlos Francelino, policiais que atendiam a ocorrência perceberam que o motorista do carro apresentava sinais de embriaguez e ele foi detido ao se recusar a fazer o teste do bafômetro.

"Pelos olhos vermelhos, o odor etílico que saia da boca dele, são sinais que a gente consegue perceber, típicos do indivídio alcoolizado", explicou o tenente.

Ainda segundo Francelino, o jovem, de 23 anos, também desacatou os PMs que atendiam a ocorrência.

A confusão aumentou depois que a mãe do rapaz chegou ao local do acidente. Segundo o B.O., ela começou a discutir com os policiais. Foi quando a mulher teria se apresentado como policial federal e disse que trabalhava na equipe do juiz Sérgio Moro.

O policial que estava atendendo a ocorrência pediu os documentos da mulher para confirmar a informação, mas a ela se recusou. Em seguida, ela fez ofensas racistas ao policial militar, que é negro.

O tenente Francelino contou que a mulher proferiu palavras que ofenderam a honra do PM, o que configura injúria racial. "Chamando, entre aspas, de macaco, negão, e outros nomes, até quando chegou aqui no nosso batalhão", relatou.

Mãe e filho permanecem presos na delegacia de Campo Mourão. Ela foi indiciada por injúria racial e o filho por embriaguez ao volante e desacato.

Parte da situação foi gravada por populares assista:

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